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HI ALESSANDRA! SO TELL ME, WHERE DID YOU GROW UP? AND WHAT WERE YOU DREAMING OF BECOMING?

I grew up in São Paulo but since early as I can remember, I always wanted to travel. I get tired of staying at the same place very quickly so I always wanted to find a profession that would make me travel a lot. When I was 17, I told my mom I was leaving and went to Paris where I became a model. I ended up spending 10 years there on and off and eventually got tired of it (laughs). After my first year in Paris, I decided to travel to Indonesia for a month. At this point my mom asked me: “what are you going to do with your life?”. She told me that travelling around wasn’t going to pay the bills. I decided to stay there and started social work with kids there, which I love to do and already did in São Paulo and since I had a camera, I started taking pictures of them. I ended up staying a whole year. When I got back to Paris, I saw the pictures and was amazed how powerful they were. I thought it was exactly what I wanted to do: travel the world and work with children.

I just moved back to São Paulo as a base but I am travelling around as much as I can. It feels like I really grew up everywhere.

OI ALESSANDRA! ENTÃO, ME CONTA...AONDE VOCÊ CRESCEU? O QUE SONHAVA SE TORNAR?

Cresci em São Paulo, mas, sinceramente, desde que me conheço por gente sempre quis viajar. Me canso com facilidade de ficar em um mesmo lugar e, por isso, sempre quis encontrar uma profissão que me permitisse viajar bastante. Aos 17, contei para a minha mãe que estava indo embora para Paris para trabalhar como modelo. Entre idas e vindas, acabei morando lá por 10 anos até que, claro, cansei de lá (risos). Um mês após a minha chegada em Paris, decidi passar um mês na Indonésia. Foi quando minha mãe me perguntou: “o que você vai fazer da vida?”. Ela me disse que ficar viajando não pagaria as minhas contas. Decidi ficar na Indonésia e fazer trabalho social com crianças, algo que adoro e que já havia feito em São Paulo. Como tinha uma máquina fotográfica, comecei a tirar fotos dessas crianças. Acabei morando lá um ano e ao voltar a Paris, olhei as fotos e fiquei impressionada com a força daquelas imagens. Foi aí que pensei comigo mesma que tinha encontrado o que queria fazer: viajar pelo mundo e trabalhar com crianças.

Acabei de me mudar para São Paulo, que se tornou a minha base, mas continuo viajando sempre que posso. Tenho a sensação de que realmente cresci em vários lugares diferentes.

HOW COME YOU STAYED THAT LONG IN PARIS?

Mmmh because of a boyfriend to be honest!(Laughs). But it was also really fun! You know in São Paulo I had a very catholic education and Paris felt like such a great freedom. And all of my friends were there.

O QUE FEZ VOCÊ MORAR EM PARIS POR TANTOS ANOS?

Hummm...para ser sincera, confesso que fiquei por causa de um namorado! (risos). Mas também foi muito legal! Cresci em São Paulo e recebi uma educação muito católica. Em Paris, sentia uma enorme liberdade. Além do fato de que todos os meus amigos moravam lá.

SO YOU DIDN’T PLAN ON BECOMING A PHOTOGRAPHER, IT WAS SOMETHING THAT YOU TRIED OUT AS MAYBE A WAY TO DOCUMENT YOUR JOURNEY IN INDONESIA?

Today I have this new kind of work, which is more related to Art. But in the beginning I saw it like anthropology: getting to know poor communities and adapting to their way of living until the kids allow me to take pictures of them. This whole process made me fell in love with photography. The picture captures a moment and to me it was very strong because it captured my whole relation with the child. It is very powerful. But then again even if I liked taking pictures of kids, it didn’t pay any bills so I started thinking: what do I like the most? Kids and Nature. This is how I came up with a way to link both through photography.

ENTÃO VOCÊ NÃO PLANEJOU SE TORNAR FOTÓGRAFA, OU SEJA, FOI ALGO QUE COMEÇOU COMO UMA TENTATIVA DE DOCUMENTAR A TUA VIAGEM PELA INDONÉSIA?

Hoje trabalho com algo diferente, mais relacionado à Arte. Mas, no começo, para mim era como se fosse um experimento antropológico: conhecer melhor algumas comunidades pobres e me adaptar ao modo de vida delas até que as crianças me permitissem fotografá-las. Todo esse processo fez com que eu me apaixonasse pela fotografia. Uma foto captura o momento e, para mim, isso é uma sensação muito forte porque captura também a minha relação com a criança. É algo muito poderoso. Mas, de novo, embora eu gostasse muito de fotografar crianças, esse trabalho não pagaria as minhas contas. Foi quando comecei a pensar sobre o que mais gostava na vida: crianças e natureza. E foi assim que encontrei uma maneira de associar os dois através da fotografia.

YOU MOM OWNS A GALLERY; DO YOU THINK YOU WOULD HAVE VENTURED INTO THE ART WORLD WITHOUT THESE CONNECTIONS?

I for sure got much more into the art world because of her. Before that, I was more into journalism and documentary. Living in Europe also helped: there are so many accesses to art in general and to the most amazing exhibitions. It helped me understanding it more. Through my camera I try to show something.

A SUA MÃE É DONA DE UMA GALERIA; VOCÊ ACHA QUE TERIA SE AVENTURADO NO MUNDO DA ARTE CASO ELA NÃO FOSSE?

Certamente acabei entrando no mundo artístico por ser filha dela. Antes disso, gostava mais de jornalismo e documentários. Morar na Europa também ajudou porque lá o acesso à Arte em geral é bem mais fácil, você pode visitar exposições de arte fantásticas. E isso me ajudou a entender melhor o que é a Arte. Tentei mostrar o que via através da minha máquina.

IN YOUR SERIES “TODOS OS OLHARES DO MUNDO” (“ALL EYES OF THE WORLD”) YOU SUBSTRACT THINGS UNDERPRIVILEDGED CHILDREN ARE NEEDING THE MOST FROM THE PICTURES TO EMPHASIZE THE PROBLEM. WHERE DID THAT IDEA COME FROM?

I first started subtracting elements from my pictures because I hate computers and Photoshop (laughs). I first experimented that with my series about nature, printing pictures of trees and literally cutting the leaves out of them; suddenly the pictures seemed even more reel. Then I thought about the children I had spent so much time with. It may sound cliché but the camera is such a powerful tool to denounce social issues. The pictures were already powerful but adding this technique really made them even more interesting. Like when Sebastião Salgado takes a picture of something that is horrible but the way he takes it, its composition, calls attention. Composition is key to make people stop and actually look at a picture and therefore see what is going on around the world, especially here in Brazil where I feel people don’t want to watch the news. So I thought that maybe if I showed something nice, they would look at it. At some point I was trying to raise money for the community I was working with, where the biggest problem was school. I had the idea of withdrawing the school out of the picture as a way to show what society had taken away from them. It just evolved naturally from there.

NA SUA SÉRIE “TODOS OS OLHARES DO MUNDO”, VOCÊ SUBTRAI DA IMAGEM AQUILO QUE AS CRIANÇAS NECESSITADAS MAIS PRECISAM PARA CHAMAR AINDA MAIS A ATENÇÃO PARA O PROBLEMA. DE ONDE VEIO ESSA IDEIA?

Comecei subtraindo alguns elementos das minhas fotografias porque detesto computadores e Photoshop (risos). Usei essa técnica pela primeira vez nas minhas séries sobre a natureza ao imprimir as imagens das árvores e depois literalmente cortar os galhos. De uma hora para outra, as imagens ficaram muito mais reais. Foi aí que pensei nas crianças com as quais havia passado tanto tempo junto. Pode soar meio cliché, mas uma máquina fotográfica é uma ferramenta muito poderosa para denunciar problemas sociais. As imagens já eram poderosas, mas ao usar essa técnica, ficaram ainda mais interessantes. Sabe quando o Sebastião Salgado tira uma foto de algo terrível, mas a maneira como ele tira a foto, a composição, tudo isso realmente chama a tua atenção? A composição é a chave para fazer as pessoas pararem e realmente olharem a fotografia e, assim, verem o que está acontecendo no mundo, especialmente aqui no Brasil aonde as pessoas não assistem às notícias na televisão. Pensei que se mostrasse algo bacana, elas olhariam as fotografias e levariam a questão a sério. A certa altura, tentei arrecadar dinheiro para a comunidade com a qual estava trabalhando na época e aonde o maior problema era a escola local. Tive a ideia de retirar a escola da imagem como forma de mostrar o que a sociedade havia retirado da comunidade. A partir daí o trabalho evoluiu naturalmente.

WHAT IS YOUR PROCESS WHEN YOU START A NEW PROJECT?

I have a few projects going on at the same time: “All eyes of the world” where I question if the environments in which these children are raised really determine who they will become. I am fascinated by the importance of nature in a child’s life. I want to make a book about this at one point. The other project, involving nature, started as I moved to London. I was jobless and just spending my days at the park trying to take pictures of kids, which makes you pass for a weirdo there, therefore pretty impossible to lead with that idea (laughs). Instead, I started taking pictures of the trees. I thought it was beautiful. I tried to build a story around it. I genuienely don’t have any specific process. Right now for example I am working on another project: I use big wooden papers on which I print my leaves pictures and roll them around to look like a tree trunk. It is my representation of the deforestation happening in the Amazon rainforest: when the trees are cut they look like naked trunks. It is supposed to show something not beautiful, in a beautiful way.

QUAIS SÃO OS PROCESSOS QUE VOCÊ UTILIZA QUANDO INICIA UM NOVO PROJETO?

Tenho alguns projetos acontecendo em paralelo: “Todos os Olhares do Mundo”, através do qual questiono se esses ambientes nos quais estas crianças estão sendo criadas de fato determinam quem elas se tornarão no futuro. Sou fascinada com a importância que a natureza tem na vida de uma criança. Ainda pretendo publicar um livro sobre esse assunto. O segundo projeto, que também envolve a questão da natureza, teve início quando me mudei para Londres. Como estava desempregada, acabava passando o dia no parque tentando fotografar as crianças, o que lá faz com que as pessoas te olhem meio torto, ou seja, foi impossível levar essa ideia adiante (risos). Ao invés disso, comecei a fotografar as árvores porque as achava lindas. Tentei criar uma estória em torno delas. Honestamente, não sigo um processo específico. Por exemplo, atualmente, estou trabalhando em outro projeto: uso grandes folhas de madeira nas quais imprimo as fotografias das folhas que tirei e as enrolo para que pareçam o tronco de uma árvore. É minha maneira de denunciar o atual desmatamento da Floresta Amazônica: quando as árvores são cortadas, elas se parecem com troncos “nus”. O objetivo é mostrar algo “não-bonito” de uma maneira bonita.

HOW DO YOU CONNECT NATURE AND HUMAN IN YOUR ART?

All the things I denounce with the trees project basically represent an issue for the future we are leaving to the next generation, the children. They are the ones who will be dealing with it. For my next project I am going to the great barrier reef in Australia where I will be taking pictures of the corals. I am going to small islands to meet with all the fishing communities which are slowly disappearing as a consequence of coral bleaching. My idea is to take pictures of the children of these fishermen as they are the next generation who, in 15-20 years, if the problem is not solved, will have to move from their island to cities. This is the kind of connection I make between Human and Nature.

COMO QUE, NA TUA ARTE, VOCÊ ASSOCIA A NATUREZA AO HUMANO?

Tudo o que denuncio neste projeto das árvores representa basicamente o que queremos deixar para as próximas gerações, para os nossos filhos. São eles que terão que lidar com essa questão. Para o meu próximo projeto, vou viajar para a Austrália para fotografar as barreiras de coral. Visitarei pequenas ilhas para conhecer todas as pequenas vilas de pescadores que estão lentamente desparecendo devido ao branqueamento dos corais. A minha ideia é fotografar os filhos destes pescadores porque eles representam a próxima geração. Daqui há 15 a 20 anos, será essa a geração que terá que ir viver nas cidades se esse problema não for resolvido. Esse é um exemplo da maneira como associo a natureza ao humano.

TELL ME ABOUT WORLD WIDE WOMEN, THE PROJECT YOU CREATED TO GIVE YOUNG FEMALE ARTISTS A PLATFORM… HOW DID YOU GET INVOLVED AND WHAT IS IT TRYING TO DO?

Unfortunately it doesn’t exist anymore. Me and the other girls from the project started it when I moved to Paris. We wanted to empower women. Back then we were super close with Waris Dirie, a famous supermodel who had suffered genital mutilation. It took a group of eight girls from different parts of the world to come together and create two photos exhibitions creating awareness for different causes where women are the victims. We wanted for women to have a platform to showcase their art, since this world is still highly dominated by men. The money we earned from the sales was reverted to different organizations fighting for these causes. It was a great project but unfortunately it didn’t work out on the long run.

CONTE-ME SOBRE O WORLD WIDE WOMEN, UM PROJETO QUE VOCÊ DESENVOLVEU PARA OFERECER UMA PLATAFORMA PARA JOVENS ARTISTAS DO SEXO FEMININO...COMO VOCÊ SE ENVOLVEU NESTE PROJETO E QUAL FOI O OBJETIVO DELE?

Infelizmente esse projeto não existe mais. As outras meninas e eu iniciamos esse projeto quando fui morar em Paris. Queríamos empoderar as mulheres. Na época, erámos muito próximas da Waris Dirie, uma supermodelo muito famosa que sofreu mutilação genital. Foi preciso que um grupo composto por oito meninas de diferentes partes do mundo se formasse e organizasse duas exposições fotográficas com o objetivo de conscientizar as pessoas em relação a diferentes causas nas quais as mulheres são as vítimas. Queríamos que as mulheres tivessem uma plataforma a partir da qual pudessem exibir sua arte já que o mundo ainda é dominado predominantemente por homens. O lucro obtido com a venda das obras foi doado para várias organizações que lutam por estas causas. Foi um projeto maravilhoso, mas, infelizmente, ele não deu certo no longo prazo.

IT WAS PRETTY MUCH FORECASTING WHAT IS FINALLY HAPPENING NOW FOR WOMEN’S CAUSE!

Yes, and it was beautiful that so many different girls were participating, one was from Russia, one from Brazil, France, etc… Connecting all these women and fighting for the same cause was really strong. It doesn’t matter where you come from, all women want the same thing at the end of the da: to feel they can do anything.

COMO SE VOCÊ, JÁ NAQUELA ÉPOCA, ESTIVESSE PREVENDO O QUE AGORA FINALMENTE ESTÁ ACONTECENDO EM RELAÇÃO À LUTA DAS MULHERES!

Sim, e foi muito bonito porque cada uma das meninas que participou era de um país: uma russa, uma brasileira, uma francesa…essa união entre essas mulheres em nome de uma mesma causa foi algo muito poderoso. Independentemente de onde você nasceu, no final das contas, todas as mulheres desejam a mesma coisa: sentir que podem fazer qualquer coisa.

I LOVE THIS IDEA OF A GLOBAL SISTERHOOD!

Yes but it is still hard to work with artists! Men or women. Some of them can really have strong egos. But what I learned from this experience is that when women have the same goal, they’ll make it happen and never let go. You feel so powerful when you are surrounded by so many brilliant women working together in the same direction.

ADORO ESSA IDEIA DE FORMARMOS UMA IRMANDADE MUNDIAL!

Sim, mas ainda é difícil trabalhar com artistas, sejam eles homens ou mulheres. Alguns têm um ego bem inflado. Mas, com essa experiência, aprendi que, quando as mulheres compartilham os mesmos objetivos, elas não desistem até que consigam atingir seus objetivos. Você se sente extremamente poderosa quando está cercada de tantas mulheres trabalhando juntas numa mesma direção.

DO YOU REMEMBER WHAT THE 1ST PIECE YOU SOLD WAS? AND THE FEELING?

It was actually during one of our World Wide Women exhibition, but to be honest it was sold to someone I knew. I started thinking: how many friends do I have? I mean, they could buy one photo but they wouldn’t buy my pieces forever, you know? (Laughs). I remember the first piece I sold to a stranger: it was during an exhibition that I did in Brazil five years ago. This guy just came in, saw the children’s portraits and said he wanted all of them. I remember it so fondly not because of that, but because I could finally revert the money to the Asian organization I went to work with two years before that! When I called them to announce the news, I got the feeling that it all finally made sense.

VOCÊ SE LEMBRA DE QUAL FOI A PRIMEIRA OBRA QUE VOCÊ VENDEU? QUAL FOI A SENSAÇÃO?

Na verdade, a minha primeira venda aconteceu durante uma das exposições da World Wide Women, mas, para ser sincera, o comprador era alguém que eu já conhecia. Fiquei pensando: quanto amigos eu tenho? Quer dizer, eles podiam até comprar uma foto minha, mas não continuariam a comprar fotos para sempre, né? (risos). Me lembro da primeira obra vendida para um desconhecido: foi em uma exposição realizada no Brasil há 5 anos. Esse cara entrou na sala, viu os retratos das crianças e disse que queria comprar todos eles. Me lembro desse momento com muito carinho, não por conta da venda em si, mas porque finalmente consegui doar o dinheiro para a ONG asiática na qual eu havia trabalhado dois anos antes da venda! Quando liguei para a ONG para contar a notícia, senti que finalmente aquilo fazia todo o sentido para mim.

DON’T YOU GET SO ATTACHED TO YOUR PIECES THAT YOU FEEL LIKE GIVING AWAY A CHILD WHEN YOU SELL THEM?

It is so much work that at some point I cannot even see the piece anymore, you know? (Laughs). I mean, I keep the digital archive of the photographs in my computer but for the pieces that I cut out like the leaves, I can get really attached and kind of want to keep them for myself, for sure!

VOCÊ FICA TÃO APEGADA ÀS SUAS PEÇAS A PONTO DE SENTIR QUE, NO MOMENTO DE VENDÊ-LAS, É COMO SE VOCÊ ESTIVESSE SE DESFAZENDO DE UM FILHO?

Sabe que é tanto trabalho que, a certa altura, não consigo nem mais olhar a obra? (risos). Quer dizer, eu guardo o arquivo digital das fotografias no meu computador, mas me apego muito às peças que corto como se fossem folhas e certamente gostaria de poder ficar com todas elas para mim.

HAVE YOU EVER REFUSED TO SELL ONE OF THESE CHERISHED PIECES TO A PERSON YOU DIDN’T LIKE?

Hopefully one day I will! (Laughs).

JÁ CHEGOU A SE RECUSAR A VENDER UMA DESSAS OBRAS TÃO ESPECIAIS PARA VOCÊ PARA UMA PESSOA DE QUEM NÃO GOSTASSE?

Tomara que um dia eu consiga! (risos).

DO YOU EVER ACCEPT COMMISSIONED WORK?

Yes, but more in terms of adapting to a specific size or choosing from what I have in my archive of colours like when a client sometimes prefers fall colours to match a specific room in his house. I always create a bond with my buyers and I love when they send me pictures of my art in their home. And you know actually I think that is the reason why I don’t get sad when I sell my art: I always know exactly where it is going. This makes me happy.

VOCÊ ACEITA ENCOMENDAS?

Sim, porém geralmente aceito adaptar a imagem para um tamanho específico ou escolher uma foto do meu arquivo de cores quando, por exemplo, um cliente prefere cores outonais porque combinam mais com alguma sala da casa dele. Sempre estabeleço uma relação com os clientes e amo quando eles me enviam fotos das minhas peças penduradas em suas casas. Acho até que, na realidade, este é o motivo pelo qual não fico triste quando vendo as minhas peças: sempre sei exatamente para aonde cada uma delas foi e isso me deixa feliz.

HOW DOES AN ARTIST CONVINCE A GALLERY TO PICK HIM OVER OTHER OPTIONS?

At the beginning I tried to get into galleries but I am very bad at selling my work. Lately people have been seeing more and more of my work and started calling me to get me into their spaces. You know when you come to them, they never want you. The art world is really like that. I heard so many “NO” at the beginning… Funny enough, some of these persons came back to me years later asking me to exhibit my work but then I refused! (Laughs). I mean, they had the opportunity before!

O QUE UM ARTISTA PRECISA FAZER PARA CONVENCER UMA GALERIA A ESCOLHÊ-LO AO INVÉS DE OUTRO ARTISTA?

No começo, tentei expor em algumas galerias, mas sou muito ruim na hora de vender o meu trabalho. Mais recentemente, conforme as pessoas iam conhecendo mais e mais o meu trabalho, elas começaram a me telefonar e me convidar para expor em seus espaços. Eles nunca te querem se é você quem os procura. O mundo artístico funciona assim. Ouvi tantos “NÃO” no começo…o engraçado é que algumas destas pessoas me procuraram anos depois para me pedir para expor, mas aí quem recusou fui eu! (risos). Quer dizer, eles tiveram a oportunidade e não aproveitaram!

DO YOU CONSIDER YOURSELF AN ARTIST?

I think everyone is an artist in his own way. But, yes I do. Now I do.

VOCÊ SE CONSIDERA UMA ARTISTA?

Acho que todo mundo é um artista, cada um do seu jeito. Mas sim, me considero uma artista. Agora sim.

WHAT WAS THE TIPPING POINT?

When people started paying for the art that I made! (Laughs).

QUAL FOI O MOMENTO DA VIRADA?

Quando as pessoas começaram a pagar pela minha arte! (risos).

IS THAT WHAT DEFINES AN ARTIST?

Haha no of course, not. It is a very tricky question. To me what defines an artist is their creativity. Nowadays, you can call so many people an artist: a musician is an artist, an art director in advertising is an artist, writing is an art… Now, in a museum kind of way, an artist is someone that makes you stop and look at what he created. Someone that can capture your attention.

É ISSO QUE DEFINE UM ARTISTA?

É claro que não...(risos). Essa é uma pergunta delicada. Na minha opinião, o que define um artista é a criatividade dele. Hoje em dia, várias pessoas podem ser chamadas de artista: um músico é um artista, um diretor de arte de uma agência de publicidade é um artista, um escritor é um artista…Agora, se pensarmos com “cabeça de museu”, um artista é alguém que faz com que você pare e olhe o que ele ou ela criou. É alguém que consegue atrair a tua atenção.

WHO DO YOU GO TO FOR MENTORSHIP?

I actually do a lot of online courses and master classes. There are amazing things out there if you manage to use internet as a tool for real knowledge! And of course my special person is my mom. But I have always been very curious; I read a lot, it helps me to find inspiration.

QUEM VOCÊ PROCURA QUANDO PRECISA DE UM (A) MENTOR (A)?

Na realidade, faço vários cursos e master classes online. Se você souber usar a internet como verdadeira ferramenta de aquisição de conhecimento, encontrará possibilidades fantásticas! A minha mãe também é, claro, uma pessoa especial para mim. Como sempre fui muito curiosa, leio muito e isso me ajuda a encontrar inspiração.

HOW DO YOU DEAL WITH THE PACE OF LIFE IN GENERAL, URGING US TO PRODUCE QUICKER AND MORE WHEN YOUR PIECES TAKE YOU SO LONG TO MAKE?

It is actually the reason why I started getting into these long by-hand producing processes. It acts like a mindfulness for me. Nowadays we live in a constant state of “FOMO”. Just being present is rare. When I am cutting the leaves, I’m there you know. I would go crazy in a city like São Paulo without my three hours of meditation per day, cutting my leaves. My mind goes quiet. I put my phone away, sometimes I listen to some podcasts and the whole process renews me.

COMO VOCÊ LIDA COM O RITMO DA VIDA EM GERAL, RITMO ESTE QUE NOS COBRA UMA PRODUÇÃO CADA VEZ MAIS RÁPIDA, ESPECIALMENTE CONSIDERANDO QUE AS TUAS OBRAS LEVAM TANTO TEMPO PARA FICAREM PRONTAS?

É justamente por este motivo que comecei a incorporar processos de produção manual mais demorados. Para mim é como um exercício de atenção plena (mindfulness). Hoje em dia, vivemos em um constante estado de “FOMO”, ou seja, em estado de constante ansiedade por medo de estarmos perdendo alguma coisa. O estar presente virou algo raro. Quando estou cortando as folhas, estou presente, sabe? Enquanto vou cortando as folhas, medito durante três horas por dia e sem isso ficaria louca morando em uma cidade como São Paulo. É quando consigo silenciar a minha mente. Deixo o celular longe e às vezes escuto alguns podcasts. Todo este processo me renova.

WHAT IS YOUR DREAM FOR YOUR CAREER?

My dream is to keep on trying to raise awareness the best I can for causes that matter to me and never feel I am actually working doing it. I would like to keep being able to travel around, while taking pictures of nature and children and these communities I am so fond of, and being able to pay the bills with it. This would make me the happiest! I bought that world map where you scratch away the places you have been to and I would like to clean the map! I remember when I told my dad I was moving to Paris and not going to university, he was against it because he wanted me to go to college. Of course it is important to learn, but look what I’ve learned in the last 10 years travelling around! Nothing that a school can actually teach. It is hard to make a life out of that but if it works, it is so worth it. I am so blessed for this. It is about what you teach yourself. Being able to adapt to any place you go to and absorb the culture even when you are not speaking the language. And also I am afraid of routine. I hope I’ll always be able to do different things and meet new people and create. I hope.

EM TERMOS DA SUA CARREIRA, QUAL É O SEU MAIOR SONHO?

Meu sonho é continuar a dar o meu melhor tentando conscientizar as pessoas sobre a importância das causas que são importantes para mim, mas sem ter a sensação de que estou trabalhando. Gostaria de poder continuar a viajar pelo mundo fotografando a natureza, as crianças e as comunidades que são tão especiais para mim e, ao mesmo tempo, conseguir pagar as minhas contas com o resultado da venda deste trabalho. Isso é o que mais me faria feliz! Comprei um daqueles mapas que você raspa os lugares já visitados e meu sonho seria poder raspar ele inteiro! Me lembro que, quando contei para o meu pai que estava de mudança para Paris ao invés de entrar na faculdade, ele não aprovou a ideia porque queria que eu fizesse faculdade. É claro que estudar é algo importante, mas olha tudo o que aprendi nos últimos 10 anos só viajando! São coisas que você não aprende na escola. É difícil ganhar a vida fazendo isso, mas quando dá certo, vale muito a pena. Sou realmente abençoada. Tem a ver com o que você ensina a si mesma como, por exemplo, aprender a se adaptar aos lugares que você visita e absorver a cultura local mesmo sem falar a língua. Tenho medo da rotina. Espero sempre poder fazer coisas diferentes, conhecer gente nova e criar. É isso o que espero.

WHAT WAS THE WORST ADVICE SOMEONE GAVE YOU?

To be very honest I think it was my dad when he told me to stay in São Paulo and study (laughs). But also I think the worst advice someone gave me was society. The “plan” was always to get to school, work, marry, have kids. Today we don’t need to marry anymore. The world is so big, there is so much to do. It is easy to fall into a routine but when you there everyday repeating the same things I feel you’re not really learning anymore. Sometimes you cannot do otherwise though.

QUAL FOI O PIOR CONSELHO QUE RECEBEU NA VIDA?

Sinceramente, acho que foi quando o meu pai me aconselhou a ficar em São Paulo para estudar (risos). Mas também acho que o pior conselho foi o que a sociedade me deu. O “plano” sempre foi estudar, trabalhar, casar e ter filhos. Hoje em dia a gente não precisa mais casar. O mundo é tão grande, tem tanta coisa para fazer. É fácil cair na rotina, mas, quando eu me pego nela, fazendo todos os dias a mesma coisa, sinto que não estou aprendendo mais nada. Mas, às vezes, não há outra opção.

HOW DID YOU MANAGE TO STILL MOVE TO PARIS AT 17 WHEN YOUR DAD WAS AGAINST IT AND I GUESS NOT WILLING TO SPONSOR YOUR DECISION?

Well I lost a few kilos, got myself a model agency, shared an apartment with six other girls and it kind of worked out. My dad was freaking out; he had no control over me anymore.

COMO CONSEGUIU IR MORAR EM PARIS AOS 17 ANOS SE O SEU PAI ERA CONTRA A TUA IDA E, PORTANTO, IMAGINO EU, NÃO ESTAVA DISPOSTO A APOIAR FINANCEIRAMENTE A TUA DECISÃO?

Bom, perdi alguns quilos, procurei uma agência de modelos, dividi um apartamento com outras seis meninas e meio que deu tudo certo. Meu pai quase surtou porque ele já não tinha mais como me controlar.

WHEN A GIRL HAS SOMETHING ON HER MIND…

Yeah (laughs). But at the same time I think he took pride to see I was determined and tried to make it happen anyway. He eventually came to Paris to visit me and when he saw the hole I was living in and the fact that I had no money for nothing, he eventually told me that I made my point and didn’t need to be a model anymore if staying in Paris was really what I wanted. He offered to help me with the rent of a decent apartment and sponsored my photography studies. But then I realized what I loved the most about being Paris was actually the freedom it got me. I loved to study there but it is not the same when you are suddenly committed to a 9 to 5 schedule.

QUANDO UMA GAROTA COLOCA ALGUMA COISA NA CABEÇA…

É bem por aí mesmo...(risos). Mas acho que, ao mesmo tempo, ele ficou orgulhoso de mim por conta da minha determinação e vontade de fazer a coisa acontecer. Ele veio me visitar em Paris e quando viu o buraco no qual eu estava morando e percebeu que eu não tinha dinheiro para nada, me disse que eu havia me provado e que eu não precisaria mais ser modelo para poder ficar em Paris se era isso o que eu realmente queria. Se ofereceu para me ajudar com o aluguel de um apartamento decente e pagou os meus cursos de fotografia. Mas aí me dei conta de que o que eu mais amava em Paris era a liberdade que eu tinha. Adorava fazer os cursos, mas quando você tem que se comprometer com um horário das 9 às 17hrs, a liberdade nunca é a mesma de antes.

I GUESS YOU TOOK A SHORTCUT ON LIFE NOT WANTING TO FOLLOW “THE PLAN” IN SÃO PAULO. IT TAKES GUTS TO TAKE THESE KINDS OF DECISIONS.

I don’t know if today I would make the same decisions. I was very adventurous: moving to Paris at 17 to become a model without speaking a word of French, going to Indonesia just because someone I had just met told me about the children’s community there… Today I would definitively think twice before embarking onto these things. But I am also so thankful that back then it was a no brainer. It is the best experience of life I have. Things always ended up right. The biggest lesson I learned was when I was in that island with very little electricity and I saw a kid playing with a coconut ball. I remember thinking that he looked much happier than my brothers and all their Playstation things. These kids have nothing and look more happy than those who have everything. That’s when you start questioning: what is “everything”?. I realized we rarely live as a community anymore, we want everything for ourselves. I learned about sharing in those communities. I started questioning things from a very young age and I had to see the answers through my own eyes. I guess my curiosity took me where I am today.

ME PARECE QUE QUANDO VOCÊ DECIDIU NÃO SEGUIR COM O “PLANO” EM SÃO PAULO, VOCÊ ACABOU PEGANDO UM ATALHO NA VIDA. E PARA TOMAR ESSE TIPO DE DECISÃO É NECESSÁRIA MUITA CORAGEM.

Hoje não sei se tomaria essas mesmas decisões. Eu era muito aventureira porque ir morar em Paris aos 17 para virar modelo sem saber falar uma palavra de francês, depois ir para a Indonésia só porque alguém que eu havia acabado de conhecer me contou sobre as crianças que moravam em uma comunidade lá…hoje em dia eu pensaria duas vezes antes de embarcar nessas aventuras. Mas também agradeço muito pelo fato de que, naquela época, eu não pensei duas vezes. Foi a minha melhor experiência de vida até agora. As coisas sempre acabam bem. A maior lição foi ver um menino brincando com um coco porque não tinha eletricidade para brincar com outra coisa. Lembro de ter pensado que aquele menino me parecia muito mais feliz do que os meus irmãos com todos os joguinhos do Playstation deles. Essas crianças não têm nada e parecem estar mais felizes do que as que têm tudo. Aí você começa a se questionar: o que exatamente é “tudo”? Me dei conta de que, hoje em dia, raramente vivemos uma vida em comunidade, queremos tudo só para nós mesmos. Nessas comunidades, aprendi a dividir. Desde pequena eu já me questionava sobre isso e foi preciso encontrar as respostas através dos meus próprios olhos. Acho que o que me trouxe até aqui foi a minha curiosidade.

FAVORITE THING TO DO WHEN YOU WANT TO PROCRASTINATE?

I read!

O QUE MAIS GOSTA DE FAZER QUANDO QUER FICAR SEM FAZER NADA?

Eu leio!

WHAT IS THE LAST BOOK YOU READ?

I’ve been reading weird Ken Follett books, like the “column of fire” inquisition. I also like romances and I’d like to read historical books to learn more. A book I loved reading was “sustainable lightness of being” by Milan Kundera. What else? I am actually embarrassed to share the other things I am reading, you know romances like Jojo Moyes’ s books (laughs). But it really calms me down.

QUAL FOI O ÚLTIMO LIVRO QUE LEU?

Tenho lido alguns livros estranhos do Ken Follett como, por exemplo, Coluna de Fogo. Gosto também de ler romances e gostaria de ler livros históricos para aprender mais. Amei ler A Insustentável Leveza do Ser, do Milan Kundera. Qual outro... na verdade, fico até sem graça de contar sobre os outros livros que estou lendo como, por exemplo, os romances da Jojo Moyes (risos). Mas é que eles realmente me acalmam.

WHAT IS THE COOLEST THING YOU’VE LEARNED RECENTLY?

To put my pride aside, sometimes. It makes you loose so many good things in life when you’re too stubborn with your ego. It is a sacrifice that you do for a greater outcome. Sometimes of course someone is wrong, but if that person cannot see she is wrong, it is okay too. Being at peace with that person is more important. Obviously you have to be careful to feel respected. I am a pacifist person and I think that is the reason why I have so many people in my life. It all got much easier after I learned to say sorry.

O QUE DE MAIS BACANA VOCÊ ANDOU APRENDENDO RECENTEMENTE?

Andei aprendendo a, às vezes, deixar o meu orgulho de lado. Quando o teu ego é muito teimoso, você acaba deixando passar muitas coisas boas da vida...é um sacrifício que você faz em nome de um desfecho melhor. É claro que, às vezes, a pessoa está errada, mas, mesmo que ela não consiga enxergar isso, também tudo bem. O que realmente importa é estar em paz com essa pessoa. É óbvio que, para se sentir respeitada, você precisa ser cuidadosa. Sou pacifista e acredito que é por este motivo que tenho tantas pessoas na minha vida. Tudo ficou bem mais fácil a partir do momento em que aprendi a me desculpar.

BRAZILIAN WOMEN ARE KNOWN TO BE “PASSIONATE” IN THEIR RELATIONSHIPS. DO YOU THINK IT IS SOMETHING CULTURAL?

I think yes. Our country is catholic and sexist. And I guess deep inside we are too. It is the heritage of our parents and grand parents’ education where women were supposed to get married and be obedient to their husband. And it’s funny because although I am fully aware of that, that I disagree with it and that I dedicate myself to my career for the moment, sometimes I stop and start panicking thinking that I might never get married as if this was going to bring me happiness.

AS BRASILEIRAS SÃO CONHECIDAS POR SEREM “INTENSAS” EM SUAS RELAÇÕES. VOCÊ ACHA QUE A ORIGEM DISSO É CULTURAL?

Acho que sim. O Brasil é um país católico e sexista e acredito que, no fundo, nós também sejamos. Herdamos isso dos nossos pais e avós, que foram educados para acreditar que as mulheres deveriam se casar, ter filhos e obedecer aos seus maridos. É engraçado porque, mesmo tendo plena consciência e discordando disso e atualmente estar me dedicando à minha carreira, às vezes, eu paro e entro em pânico achando que talvez eu nunca me case, como isso fosse garantir a minha felicidade.

I THINK IT IS COMPLICATED TO IGNORE THAT SOCIETY PRESSURE WHICH STILL EXISTS…

It is a fight for all the women here. We were raised like this but then we are also reading the news and understand it is not supposed to be like that. You feel some way and you think another way and I am sure all girls fight the same battle inside. In Europe it seems different, but here 80% of my friends are already married. And I am only 28 years old. When I see their “adult” homes I sometimes think to myself: why can’t I have everything?

ACHO COMPLICADO IGNORAR O FATO DE QUE A SOCIEDADE AINDA COLOCA UMA PRESSÃO…

Essa é uma luta de todas nós, mulheres. Fomos criadas assim, mas também lemos os jornais e entendemos que não deveria ser assim. O nosso sentimento não coincide com o nosso pensamento e tenho certeza de que, internamente, todas as mulheres enfrentam essa mesma luta. Na Europa é diferente, mas, aqui, 80% das minhas amigas já se casaram. E olha que tenho só 28 anos. Quando vejo a casa de “adulto” delas, às vezes penso comigo mesma: por que não posso ter tudo?

BUT THEN MAYBE THEY DON’T HAVE WHAT YOU HAVE….

True. And they look at me and tell me :”dude, you don’t want to be married” (laughs). I guess it is not the priority anymore. Mine is to build my independence and sometimes getting married too early can interfere with that. Personally, I think not depending on anyone is one of the key for a relationship to work out. So I think I am building something in the optic of having a good marriage one day.

MAS ELAS NÃO TÊM O QUE VOCÊ TEM…

É verdade. Olham para mim e dizem: amiga, não se case (risos). Acho que deixou de ser uma prioridade. A minha prioridade é construir a minha independência e, dependendo do caso, casar-se muito cedo pode colocar essa independência em risco. Minha opinião é a de que o sucesso de uma relação é justamente você não depender de ninguém. Assim, encaro isso da seguinte maneira: estou construindo algo para poder ter um bom casamento.

DO YOU THINK IN BRAZIL A WOMAN CAN BE WHATEVER SHE WANTS TO BE?

No... I mean, you can but I think that what people want you to be affects your evolution in becoming who you wanted to be. Sometimes you don’t even know what you want yourself and people’s opinion still gets a lot to you.

VOCÊ ACHA QUE, NO BRASIL, A MULHER PODE SER O QUE ELA BEM QUISER?

Não...quer dizer, ela pode sim, mas acho que as expectativas que as pessoas têm em relação a como você deve ser acaba influenciando o teu progresso em direção ao que você realmente gostaria de ser. Às vezes, nem você mesma sabe quem você quer ser e por isso a opinião das pessoas sobre você acaba “colando”.

DO YOU KNOW WHAT YOU WANT?

I want so many things! I don’t know if I am going to be able to conciliate. I want to have a family and tons of kids, but I also want to travel 6 months a year (laughs). I think what I want is to be able to conciliate every thing that I want.

VOCÊ SABE O QUE QUER?

Quero tantas coisas! Não sei se conseguirei conciliar tudo o que quero. Quero ter uma família e um montão de filhos, mas quero também poder viajar 6 meses por ano (risos). Acho que quero conseguir conciliar tudo o que quero.

I THINK THAT IS NOW EXACTLY WHAT WOMEN SHOW THEY ARE ABLE TO DO. HAVE IT ALL. NOT HAVING TO CHOOSE.

Amen.

ACREDITO QUE SEJA EXATAMENTE ISSO O QUE AS MULHERES AGORA MOSTRAM QUE TÊM CONDIÇÕES DE ALCANÇAR. TER TUDO. NÃO TER MAIS QUE ESCOLHER.

Amém.

WHAT IS THE SONG THAT WILL ALWAYS MAKE YOU WANT TO DANCE?

Neil Young’s Harvest moon or Elvis Presley’s Suspicious minds. These are songs I have been listening to since I was a kind and it gets me so nostalgic. It can bring me back to so many different places from a small island in Indonesia to crazy model parties in Paris. I have always been an Elvis fan.

QUAL MÚSICA VAI SEMPRE TE DAR VONTADE DE SAIR DANÇANDO?

Harvest moon do Neil Young ou Suspicious minds do Elvis Presley. Ouço essas duas músicas desde criança e elas me deixam muito nostálgica. Elas me levam de volta a tantos lugares diferentes, desde uma pequena ilha na Indonésia até às festas doidas com as modelos em Paris. Sempre fui fã do Elvis.

THANK YOU ALESSANDRA.

OBRIGADA, ALESSANDRA.

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